ORQUESTRA SINFÓNICA DO PORTO (Nota 8ª)

Uma das facetas musicais mais importantes na vida profissional do MAESTRO RESENDE DIAS foi a sua integração na ORQUESTRA SINFÓNICA DO PORTO, desde a sua fundação.

Talvez, para começar a comentar o facto, seja interessante mostrar uma “velhinha” publicação do Jornal de Notícias, de 17 de Novembro de 1954

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E agora segue outra reportagem, esta de “O Primeiro de Janeiro” – com pena mas não está datado – que refere o número de Concertos realizados nos seus 28 anos de actividade! Como se sabe o ano da Fundação, 1948, aliás indicado também no esquisso biográfico, pode-se confirmar que esta reportagem é publicada em 1976.

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Aproveita-se esta notícia para destacar que, embora o MAESTRO RESENDE DIAS sempre tenha sido conhecido pelas “músicas ligeiras” – de que é autor e intérprete, com a sua Orquestra de Música Ligeira – foi convidado para integrar a Orquestra Sinfónica do Porto desde a fundação, no naipe de viola de orquestra, ao lado de sua Mãe, a professora de música EMÍLIA RESENDE.

Na foto do jornal e na foto abaixo, extraída de um livro sobre o Porto, RESENDE DIAS com os seus cabelos brancos vê-se bem, é o terceiro da direita na primeira fila, no local do 2º viola. Várias vezes os maestros e os seus colegas quiseram que tomasse o lugar de 1º viola, situação que nunca aceitou e que só exerceu nalguma circunstância ocasional por impedimento do respectivo 1º viola, como seu substituto no cargo.

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A este propósito a Família sempre ouviu, mesmo directamente da voz do RESENDE DIAS, contar que uma vez, a solicitação era tal para que aceitasse o cargo de 1º viola que ele, sentindo a pressão e continuando na recusa, viu com estranheza que todos os colegas do naipe se começaram a levantar, a pegar nas respectivas cadeiras, e a colocarem-se um lugar atrás, ficando ele sozinho na 1ª fila.

A reacção foi imediata: pegou também ele na sua própria cadeira e foi pôr-se na fila atrás, ao lado esquerdo do então 1º viola. E tudo acabou em brincadeira e risos, e ninguém mais, a partir desse dia, o voltou a importunar com o mesmo pedido.

Mas ele explicava a razão da recusa: tinha muitas responsabilidades fora da Orquestra Sinfónica e, como 2º viola, sentia-se menos constrangido. Nunca deixava de trazer a viola para casa, quando tinha que fazer algum solo, em alternativa ao 1º viola, mas isso era raro – em casa pouquíssimas vezes se ouvia o RESENDE DIAS a tocar viola de orquestra, pois bastavam os ensaios da Orquestra Sinfónica para sempre acompanhar todas as músicas, tocando-as logo ali na primeira vez que lhe eram entregues.

Aqui, para terminar, junta-se uma foto de RESENDE DIAS no final de um Concerto, num corredor, guardando o seu instrumento na respectiva caixa.

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